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As fases do luto e como ele pode ser superado

  • Foto do escritor: Malu Faleiros Terapeuta Psicocorporal
    Malu Faleiros Terapeuta Psicocorporal
  • 25 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

É importante que a pessoa possa viver esse sentimento para ter forças e se adaptar à nova realidade.

Quando perdemos alguém, nos deparamos com vários sentimentos, com aquela sensação de impotência diante da fragilidade da vida, do não controle sobre ela. Passamos a não ter mais a convivência com a pessoa e isso desperta os mais variados sentimentos. Nesse período de luto, a pessoa vive uma angústia intensa até que passe pelo período de transição, marcado pela ausência do ente querido até que se encontre um novo sentido para a existência.

Quando se vive o luto, passando pelo processo de transição, pelo temo necessário para elaborar o luto, a pessoa passa pelo processo de amadurecimento. Aquele vazio, vai aos poucos, sendo preenchido por novos significados que damos à vida. Por isso, é preciso dar tempo ao tempo, chorar a perda, deixar emergir os sentimentos, até que o sofrimento seja ressignificado.

Estágios do luto

Muitos estudos têm sido feitos sobre o Luto, mas um deles resultou no chamado estágios do luto, proposto pela psiquiatra suíço-americana Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), que se especializou em cuidados paliativos e em situações próximas da morte.

De acordo com a experiência profissional, Kübler-Ross definiu cinco estados mentais que são referências para entender como acontece a evolução do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. São etapas que possibilitam conceituar de forma mais simples o modo como se administra o luto.

Negação, Raiva, Barganha,  Depressão e Aceitação

 

Fonte: Elisabeth Kübler-Ross
Fonte: Elisabeth Kübler-Ross

O luto não é vivenciado somente em caso de morte, em muitos outros casos vive-se o luto, como na separação dos pais, separação de casa, nesses casos, a pessoa passa pelo luto, sentindo dor, saudade, angústia.  Aos poucos, a dor e angústia vão passando e a pessoa volta a sorrir e sonhar, recuperando o prazer pelas pequenas coisas do dia a dia.

Importante mencionar que que o luto não é algo ruim, que nem deveria existir, pelo contrário, é necessário para que a pessoa passe pela fase de transição e consiga viver de forma mais equilibrada, com saúde mental, ressignificando a perda. Por isso, ao vivenciar o luto, se permita receber um forte abraço, um colo, ajuda com problemas do dia a dia, com presença, deixando se envolver pelo cuidado do outro.

 

 Malu Faleiros

Terapeuta Psicocorporal Morfoanalista

 

 

 
 
 

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